terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Jiddu Krishnamurti: “A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(5) com música de John Abercrombie & Ralph Towner "Caminata"

Jiddu Krishnamurti: “A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(5)

E o que é que o adulto pode fazer para alterar o seu próprio condicionamento, uma vez que já foi condicionado (programado), e o “mal” já está feito?

Também Krishnamurti, afirmava que é preciso ousar colocar questões como essa. Tomar consciência de um condicionamento, de um medo ou de um sofrimento, é já uma maneira de o ultrapassar, de o dissolver. É possível libertar-se do passado? Uma pergunta como esta, pela sua abrangência e radicalidade, pode despertar-nos e tirar-nos da mediocridade. 

Durante toda a sua vida e até morrer, Krishnamurti repetiu sempre que ele não pertencia a nenhum país, que ele não tinha nacionalidade. Ele recusou ser indiano, recusou afiliar-se a alguma tradição budista ou hinduísta, ele recusou sempre estar ligado a algum movimento. E para demonstrar este desprendimento  ele viajou durante mais de sessenta anos, e praticamente sem interrupções, não ficando quase nunca mais de três meses em cada país. E se observarmos verdadeiramente o seu pensamento, descobrimos seguramente que ele era um exemplo vivo do que podemos chamar um «cidadão do mundo». 



Este tema foi inspirado no livro de Louis Nduwumwami: “Krishnamurti e a educação” 


Association Culturellle Krishnamurti: http://www.krishnamurti-france.org/ 

Uma abordagem ainda mais pragmática:

E o que é que o adulto pode fazer para alterar o seu próprio condicionamento, uma vez que já foi condicionado (programado), e o “mal” já está feito? 

“TODOS OS PROGRAMAS MENTAIS SÃO TRANSFORMÁVEIS!”.

Este é um pressuposto e pilar da Programação Neurolinguística (PNL) criado a partir da observação da experiência com pessoas que tinham condicionamentos negativos e que os superaram. Este pressuposto ou convicção ilimitada é uma resposta a essa pergunta:  A partir deste pressuposto foi criada toda a metodologia prática desta ciência de transformação e desenvolvimento humano. Portanto é possível a mudança se assim o desejar e se for mesmo importante para si.
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Jiddu Krishnamurti: “A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(4) com música de Jocelyn Pook "Upon This Rock "


Jiddu Krishnamurti: “A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(4)

Como é que no contexto escolar podemos ajudar os alunos a tomar consciência dos seus condicionamentos?

Todos os instantes da vida quotidiana são uma ocasião de se conhecer com plena lucidez: Observar-se a si próprio, nos seus pensamentos, atitudes e comportamentos, nos seus relacionamentos com os outros, nas imagens que damos aos outros e das imagens que fazemos deles. Aqui reside o princípio de uma verdadeira educação para Krishnamurti. É por isto que os seus ensinamentos têm que ver sobretudo com uma certa arte de viver, dando um lugar primordial à noção de relacionamento: consigo próprio, com os outros, com o ambiente à sua volta e com a natureza. Reeducar os educadores e professores é uma prioridade absoluta para Krishnamurti. Para ele, o desafio principal não é para a criança ou o aluno, mas para os pais e os professores. Investe-se longos anos para aprender a ser médico, mas qualquer um se crê autorizado e apto a improvisar-se como pai ou mãe sem se ter preparado para esta tarefa sagrada. E então não é de admirar que essa tarefa seja tão desgastante. 



Claro que ainda não será fácil para os adultos lutar contra o seu próprio condicionamento, quando já estão formados (formatados), e que “o mal já está feito”, se pudermos chamar mal a isso, claro.

(continua...)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Jiddu Krishnamurti: “A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(3) com música de Wim Mertens "4 mains"

Jiddu Krishnamurti: “A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(3)


De acordo com a visão de Krishnamurti, o método de ensino tradicional dá demasiada relevância ao aspeto intelectual. E ele não menospreza esse conhecimento. Sempre esteve a par das descobertas científicas, dos computadores, da informática e da maioria dos avanços tecnológicos. Inclusivamente, durante toda a sua vida ele teve a oportunidade de se relacionar e conversar com os maiores sábios da atualidade. Através do seu trabalho, e da sua investigação ele procurou facilitar o desenvolvimento do potencial completo do homem: o coração, o pensamento, a sexualidade e o sentido do sagrado. 



Outra das críticas que ele faz ao sistema tradicional é sobre o espírito de comparação (competição) na educação. 



A comparação entre dois alunos não facilita o desenvolvimento nem dum nem de outro. No entanto, a maioria dos sistemas educativos de hoje promovem a competição entre os jovens. Eles desenvolvem-se num clima de medos, tensões e rivalidades no ambiente escolar. Para Krishnamurti a «capacidade plena do jardineiro é a mesma capacidade do cientista ou de qualquer erudito». Porque, precisamente, não têm comparação: seja lá quem for a criança, ela vale tanto como qualquer outra. E não é fácil desenvolver aquilo que somos profundamente, se perdemos tempo a comparar-nos e a competir com os outros. Ele também afirmava: «Enquanto perseguirmos o sucesso como o mais importante a conseguir, não nos libertaremos facilmente do medo, porque o desejo de triunfar engendra inevitavelmente o medo de fracassar.» Esta corrida pode até contribuir nalguns casos à perda pura e simples da vida. E dá como exemplo alguns casos de crianças que se suicidaram no Japão produto do espírito altamente competitivo da escola. 



(continua…)

sábado, 12 de janeiro de 2013

A educação passa pelo conhecimento de si próprio! (2) - Jiddu Krishnamurti (continuação) com música de Dave Brubeck Quartet "Tangerine"

A educação passa pelo conhecimento de si próprio! (2)    

Segundo Krishnamurti, o que é que falta verdadeiramente à nossa escola tradicional? 

Falta sobretudo uma visão mais holística da vida.  Numa escola assim a vida seria vista na sua totalidade. Não apenas uma escola para a formação de especialistas, como arquitetos, engenheiros, advogados, químicos, pasteleiros etc, mas uma escola que formaria o ser humano na sua totalidade. Ele promove e destaca de uma maneira excepcional o que ele chama de "conhecimento de si próprio". Krishnamurti não sugere que nos afastemos das nossas raízes, mas que primeiramente tomemos consciência delas. Todos sabemos que existem religiões fundamentadas essencialmente sobre o medo que podem representar um pesado handicap na vida de algumas pessoas não esclarecidas. Neste caso, trata-se primeiro de tomar consciência desta herança, e depois assumir libertar-se. Em qualquer processo educativo, existem sempre condicionamentos a ultrapassar.
(continua...)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A educação passa pelo conhecimento de si próprio! - Jiddu Krishnamurti com música de Collin Walcott "Prancing"

“A educação passa pelo conhecimento de si próprio.”(1) Jiddu Krishnamurti

A reflexão do filósofo Krishnamurti tem como meta dar às crianças (e não só...porque se calhar todos levamos dentro de nós uma criança de algum modo ferida...) uma oportunidade de crescer sem preconceitos que aprisionem a sua capacidade mental, a sua criatividade e a sua humanidade. Para ajudá-la a conseguir uma visão global da vida. 



Para Jiddu Krishnamurti (1895-1986), a educação foi um dos principais temas de reflexão da sua vida. Nasceu no sul da Índia em Mandanapalle e faleceu nos USA. Durante perto de sessenta anos dedicou-se a viajar pelo mundo, a dar conferências públicas, dirigindo-se muitas vezes aos jovens e estudantes. Conseguiu de certo modo marcar várias gerações de pensadores reconhecidos internacionalmente na área da psicologia, filosofia e outras áreas ligadas ao ensino. Krishnamurti publicou mais de trinta obras literárias, e existem atualmente sete escolas representantes do seu legado no mundo. Ele não está relacionado com nenhuma religião, com nenhuma seita, a nenhuma filosofia e nem sequer a nenhuma nacionalidade. Isto porque os seus ensinamentos visam sobretudo, não a convencer as pessoas da sua própria visão, nem a procurar adeptos àquilo que ele apregoa, mas a despertar nas pessoas um processo de descoberta e de auto-observação. Todo o seu ensinamento consiste numa descrição daquilo que somos enquanto seres humanos. O seu objetivo é apenas o de libertar psicologicamente os indivíduos. Isto até parece uma meta muito simples e fácil de realizar, não fosse a necessidade humana de ter algum ganho secundário em manter-se preso ao conhecido: “Mais vale mau conhecido do que bom por conhecer!” 



Luis Nduwumwami, professor de filosofia da educação e de antropologia cultural na universidade de Burundi, publicou uma tese de doutoramento sobre o conceito de educação segundo Krishnamurti. Este professor afirma que Krishnamurti não exigia a supressão da escola como a conhecemos, mas desejava a curto ou a longo prazo a desaparição do sistema educativo atual. Segundo ele, este sistema dá origem a jovens neuróticos e imaturos. Nomeadamente inculcando-lhes os germes corruptores da violência, divisões nacionais e religiosas. Não estamos a falar aqui apenas da Índia ou outros países orientais mas no mundo em geral. Este sistema contenta-se em transmitir uma herança cultural ou científica num ambiente muitas vezes forçado e autoritário. E espera dos seus alunos que sejam apenas uns bons memorizadores das matérias em que todos devem ter o mesmo objetivo a alcançar. Uma uniformidade demasiado pretensiosa e irrealista, já que, para alguns é demasiado elevada e para outros é insuficiente. A escola tradicional surge assim como uma máquina poderosa, condicionadora de comportamentos, castradora da originalidade, da espontaneidade e da liberdade através de um treino intensivo dirigido para o conformismo e a obediência servil. Ora, segundo Krishnamurti, a primeiríssima das tarefas, para o professor e para o aluno, é a recusa dos condicionamentos que transformam o Homem em autómato e prisioneiro do seu cérebro. 



(Continua…)
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

QUER SABER COMO PODERÁ DESENVOLVER A SUA INTUIÇÃO?



A Intuição é a Inteligência do Coração.
Podemos considerá-la como uma maneira que a mente consciente tem de perceber a realidade de maneira directa, sem raciocinar antes. 



A intuição é útil para quem trabalha porque ela economiza tempo e dinheiro, ao antecipar problemas e mostrando caminhos com mais clareza. 



Diz-se que é uma vibração que flui através de ondas e que todos podemos estimular a criação dessas ondas através de alguns exercícios. 



QUER SABER COMO PODERÁ DESENVOLVER A SUA INTUIÇÃO? 



1) Formule uma pergunta sobre algo que deseja saber. Escreva essa pergunta numa folha de papel. Pegue num dicionário. É preciso que seja um dicionário bem completo, não serve um dicionário de bolso, com poucas palavras. 


2) Coloque o dicionário sobre uma mesa ou sobre os seus joelhos e coloque por cima dele a folha de papel, com a pergunta escrita. Deixe as suas mãos apoiadas sobre o dicionário e feche os olhos. 

3) Faça 3 respirações profundas, de olhos fechados. 

4) Imediatamente a seguir à última respiração, abra os olhos, leia a pergunta que escreveu no papel em voz alta e abra o dicionário ao acaso. Coloque o dedo nalgum ponto de uma das páginas e leia o que está ali escrito. 

De alguma maneira, aquilo que está escrito ali fará sentido diante da pergunta formulada. 

Com a repetição constante destes exercícios, cria-se uma ligação com as vibrações das palavras e cada vez com mais frequência encontrará informações claras sobre as questões que formular. 

Caso não encontre a resposta à pergunta feita, anote o que leu no dicionário, pois essa palavra poderá trazer alguma luz mais à frente, quando a situação sobre a qual queria saber evoluir.

E há quem afirme que a intuição é apenas um conjunto de conhecimentos próprios adquiridos ao largo das múltiplas experiências do Ser. 

"E existem outras maneiras para desenvolver a intuição. Ela surge do inconsciente  que murmura à nossa mente consciente, e quando isso acontece o nosso trabalho é silenciar a nossa mente consciente e escutar. É como se o nosso inconsciente fosse a nossa parte mais sábia, o nosso mestre e o nosso tesouro de experiências passadas presentes e quem sabe até futuras. Quer conhecer-se melhor? Aquiete-se e mergulhe no seu oceano privado e deixe-se espantar com todo o potencial útil que vai encontrar tão perto de Si a partir do silêncio profundo. E o paradoxo disto é que à medida que mergulha  mais e mais profundamente dentro de si, aproxima-se ainda mais e melhor de todas as pessoas e coisas que têm significado na sua vida.
Para seguir o caminho do seu coração (intuição), faça meditação.
Por exemplo: Zazen (meditação sentada), Tai-Qi Gong Integral (meditação em movimento), etc"
António Vieira


Venha experimentar uma aula aberta de Tai-Qi Gong Integral no Studio K em LEIRIA a partir de Janeiro (Segunda) às 20h e Quinta às 21h (mais informações nos contatos em baixo)
"No caso de estar interessado em experimentar ou praticar meditação zen (zazen) ou na formação em Programação Neurolinguística (PNL) entre em contato comigo (António Vieira) tointegral@gmail.com ou 244 04 2010 / 91 788 70 86"

sábado, 5 de janeiro de 2013

Meditações Diárias -"ATENÇÃO - Novo Blogue!"


A todos os amigos, apreciadores e investigadores do Tao que queiram continuar a  explorar as meditações diárias cliquem por favor no link em baixo:

To visit and apreciate the daily meditations please click bellow:


Grato,
António Vieira

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"BOM ANO!" Tao - Meditações Diárias (Deng Ming Dao) "SOLUÇÕES" com música de Wim Mertens "Humility" - VENHA EXPERIMENTAR AULA ABERTA DE "TAI -QI GONG INTEGRAL" 7 Janeiro às 20h no Studio K em LEIRIA "BOM ANO - FELIZ 2013"

295. SOLUÇÕES

Seja corajoso para explorar;
sem exploração não há descobertas.
Aceite soluções parciais;
sem o provisório não há realização.

A indecisão e o adiamento podem tornar-se hábitos corrosivos. Aqueles que esperam que cada pequena coisa seja perfeita antes de embarcarem num projeto mais amplo ou que não gostam da concessão de uma solução parcial estão entre os menos felizes. As circunstâncias perfeitas ou ideais ocorrem raramente num novo empreendimento. Em vez disso, existe incerteza em qualquer situação. Os mais sábios e corajosos conseguem tirar proveito de circunstâncias que parecem obscuras para a maioria das pessoas.
Querer que tudo na vida seja perfeito antes de começar a agir é como querer chegar a um destino sem sair do mesmo lugar. Para os praticantes do Tao, a viagem é tão importante como o destino. Um passo a seguir ao outro: isto é essencial para a aplicação da sabedoria do Tao
Os dias passam, quer participemos ou não. Se não tivermos o devido cuidado, os anos passarão e apenas sentiremos frustração ou arrependimento. Se não for fácil resolver um problema imediatamente, pelo menos façamos uma tentativa. Pode ser muito útil e conveniente reduzir o problema em partes menores, mais administráveis, e assim, o progresso tornar-se-á mais palpável rumo à realização. Quando esperamos que tudo esteja perfeito, conforme os nossos planos preconcebidos, podemos correr o risco de poder ficar à espera para o resto da vida. Ao sairmos a trabalhar na corrente da vida, podemos descobrir que o sucesso se baseia em pequenas coisas.
(continua amanhã...296. CRESCIMENTO)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

"BOM ANO!" Tao - Meditações Diárias (Deng Ming Dao) "SENTAR-SE" com música dos Spain "SPIRITUAL" - VENHA EXPERIMENTAR AULA ABERTA DE "TAI -QI GONG INTEGRAL" 7 Janeiro às 20h no Studio K em LEIRIA "BOM ANO - FELIZ 2013"

294. SENTAR-SE

Os gatos sentam-se ao Sol.
Os cães sentam-se na relva.
A tartaruga imobiliza-se na rocha.
A rã senta-se na folha do nenúfar.
Porque é que nós, as pessoas, não somos tão espertos como eles?

Os que seguem e praticam o Tao gostam de observar e integrar a sabedoria dos animais nas suas vidas. Quando vêem um gato imóvel ao Sol ou uma tartaruga com a cabeça e o pescoço esticados para cima, numa pose imóvel, dizem que estes animais estão a meditar. Os animais sabem quando precisam de ficar quietos para conservar ou recuperar a sua energia interior. Não se desgastam em atividades inúteis; em vez disso, aquietam-se e retiram-se para dentro de si para se recarregar.
Apenas as pessoas têm tendência a classificar a meditação como um tipo de atividade religiosa estranha. E não é o caso. Algo semelhante à meditação ocorre quando dormimos, quando estamos absorvidos na leitura de um livro ou quando "sonhamos acordados", e ficamos tão perdidos num pensamento ou imagem que deixamos de perceber  o que acontece à nossa volta.
Não há nenhuma razão para pensarmos na meditação como algo fora do comum. Pelo contrário. A meditação pode ser a expressão mais natural que podemos ter. Da próxima vez que vir um cão ou um gato sentados, imóveis, e admirar a naturalidade das suas ações, pense na sua própria vida.
Não medite porque é parte da sua programação ou porque é exigido pela sua filosofia particular. Medite porque é natural.
(continua amanhã...295. SOLUÇÕES)

BOA MEDITAÇÃO = BOM ANO!



Zazen = meditação sentada.
Tai-Qi Gong Integral= meditação em movimento.





Venha experimentar uma aula aberta de Tai-Qi Gong Integral no Studio K em LEIRIA 7 de Janeiro (Segunda) às 20h (mais informações nos contatos em baixo)

"No caso de estar interessado em experimentar ou praticar meditação zen (zazen) ou na formação em Programação Neurolinguística (PNL) entre em contato comigo (António Vieira) tointegral@gmail.com ou 244 04 2010 / 91 788 70 86"



segunda-feira, 26 de novembro de 2012

UM CAMINHO COM CORAÇÃO: A TRIBO DA SENSIBILIDADE?

José Saramago

José Saramago


Produzimos uma Cultura de Devastação. 
Todos os anos exterminamos comunidades indígenas, milhares de hectares de florestas e até inúmeras palavras das nossas línguas. 
A cada minuto extinguimos uma espécie de aves e alguém em algum lugar recôndito contempla pela última vez na Terra uma determinada flor. 
Konrad Lorenz não se enganou ao dizer que somos o elo perdido entre o macaco e o ser humano. 
Somos isso, uma espécie que gira sem encontrar o seu horizonte, um projeto por concluir. 
Falou-se bastante ultimamente do genoma e, ao que parece, a única coisa que nos distancia na realidade dos animais é a nossa capacidade de esperança. 
Produzimos uma cultura de devastação baseada muitas vezes no engano da superioridade das raças, dos deuses, e sustentada pela desumanidade do poder económico. 
Sempre me pareceu incrível que uma sociedade tão pragmática como a ocidental tenha deificado coisas abstractas como esse papel chamado dinheiro e uma cadeia de imagens efémeras. 
Devemos fortalecer, como tantas vezes disse, a tribo da sensibilidade... 

A Tribo da Sensibilidade é formada por pessoas sensíveis, solidárias, éticas, que apreciam a arte, a vida, a ecologia, e estão aí espalhadas por todo o planeta.
Um sentimento coletivo, mesmo que não verbalizado, ao invés de dominar o mundo, transforma-o pelo simples vínculo da contemplação.
Esta Tribo favorece um estar-juntos que não busca um objetivo a ser atingido, mas empenha-se, simplesmente, em cultivar aquilo chamado de "cuidado de si", que busca encontrar pessoas e partilhar com elas algumas emoções e sentimentos comuns.
Formação Pais/Encarregados Educação 

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

COMO SE CRIA UM PARADIGMA


COMO SE CRIA UM PARADIGMA
Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No centro colocaram uma escada e, no cimo da escada, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria sobre os outros macacos que estavam no chão. Ao fim de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros davam-lhe um ensaio de pancada. Passado algum tempo já nenhum macaco subia a escada apesar da tentação das bananas. 
Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada sendo rapidamente retirado pelos outros que lhe bateram.
Depois de algumas sovas, o novo macaco deixou de subir a escada.
Um segundo macaco foi substituído e repetiu-se a mesma história. O primeiro macacão que tinha sido substituído participou na “festa” com entusiasmo: deu também uma sova no novo macaco. Com um terceiro macacão, repetiu-se o mesmo e assim sucessivamente.
Até que os novos cinco macacos, mesmo sem nunca terem tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
E se fosse possível perguntar-lhes porque é que batiam no que tentasse subir a escada, certamente que a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim..."


"E até dá para perceber a nossa semelhança com os primatas, que macacada!..."