Podemos afirmar que a PNL não é terapia. Tem a ver com educação. Ensina as pessoas a dirigir seus próprios cérebros e consequentemente as suas vidas. E isso é o que Richard Bandler, um dos criadores da PNL, continua a dizer:
“A PNL é um método educativo para ensinar as pessoas a gerir os seus próprios cérebros de modo que elas não precisem que outros o façam por elas!”
R. Bandler
A Programação Neurolinguística (PNL) é uma metodologia simples que inclui uma série de ferramentas através das quais poderá aprender a realizar os seus objectivos de forma mais fácil. A PNL estuda a estrutura da experiência subjectiva, como o cérebro e a mente funcionam, como criamos o pensamento, a emoção e a comunicação connosco e com os outros. Desenvolveu-se a partir dos anos 70. Os seus fundadores são Richard Bandler (então estudante de Matemática e Informática e mais tarde de psicologia) e John Grinder (professor de linguística). É uma ciência prática de carácter informal que continua mais do que nunca a evoluir e a motivar o crescimento humano.
Estuda-se essencialmente a estrutura e os processos dos nossos padrões mentais. São constantemente modeladas e desenvolvidas novas técnicas para transformar os padrões mentais não funcionais. Essas técnicas são colocadas ao nosso alcance de maneira simples e de tal modo que todos nós possamos aceder a estratégias mentais que se ajustem à realização dos nossos objetivos.
A PNL estuda o comportamento de pessoas de sucesso em qualquer contexto. É uma investigação à procura de estratégias de sucesso em todas as áreas - em PNL chamamos a isso “Modelagem”.
As questões que deram origem à Modelagem:
O que é que torna as pessoas excelentes numa determinada área?
Qual é a diferença que faz a diferença?
"Seja lá o que for que quer fazer, ou sonha que pode, comece. A ousadia tem génio, poder e magia dentro de si. Comece agora.” Goethe
Evite ser destruído pelo conhecimento e pelo poder.
Use o bom senso para sobreviver.
Conta-se que havia quatro homens instruídos e talentosos. Um dia, eles disseram a si mesmos: "De que vale toda a nossa sabedoria se não procurarmos emprego junto a um grande rei?" Dito isso, dirigiram-se à capital.
Entre esses quatro homens, três eram particularmente brilhantes. O quarto era visivelmente inferior intelectualmente, no entanto, era o mais sensato.
No caminho encontraram o esqueleto de um leão. "Vamos fazer este leão regressar à vida", propôs o primeiro. "Sim, isso traz-nos muita fama", concordaram o segundo e o terceiro. O quarto homem disse: "Se vocês ressuscitarem este leão, ele vai atacar-nos e devorar-nos."
"Não interrompas!", exclamou o primeiro, que acabava de usar o seu conhecimento superior para colocar carne nos ossos. A seguir, o segundo introduziu sangue, e o terceiro estava quase a inspirar o alento de vida no leão.
"Devíamos pensar na segurança", disse o quarto.
"Silêncio!", disse o terceiro, desde as profundezas do seu trabalho.
"Bem, então, eu vou subir e sentar-me nesta árvore", disse o quarto.
"Só por precaução."
O leão voltou à vida e matou os três sábios. O único que sobreviveu foi o homem que tinha bom senso.
A energia da raiva/cólera e como utilizá-la em pró dos relacionamentos 3/3
Então, como tirar benefícios da raiva sem partir tudo nem se sentir culpado ou mau?(Sim, porque na maioria das vezes descarregamo-la sobre os nossos filhos ou no cão.)
Aprender a geri-la, quer dizer a beneficiar da sua energia enquanto pronunciamos palavras que respeitam e mantêm a relação:
· Focalizar-se sobre as ações objetivas, evitando as etiquetas ou o cinismo. Em vez de «Tu és um inútil!» escolher: «Já lá vão três domingos em que não fazes os trabalhos de casa!»
· Referir-se sempre às suas necessidades ou à sua posição legítima: «Eu sou responsável por ti, e fico inquieto por ver que te colocas em situações onde sei que vais sofrer!»
· Propor um compromisso: «Podemos encontrar juntos uma maneira de evitar que esta situação se repita, e na qual tu possas comprometer-te?»
· O extremo, manifestando com todo o seu corpo e a sua voz que qualquer coisa muito importante está em jogo: subir o tom de voz, arregalar bem os olhos, colocar os ombros para a frente, e até colocar a face bem vermelha se achar que vale a pena.
· A raiva é poderosa, perigosa ou salvadora. Para se ser inteiramente humano, é preciso aprender a dominá-la.
A energia da raiva/cólera e como utilizá-la em pró dos relacionamentos 2 /3 por David Servan-Schereiber
2/3) Não é por acaso que a raiva é muitas vezes atribuída às pessoas mais poderosas. Átila teve acessos de raiva legendários. Mais perto de nós, o ex-presidente americano Bill Clinton e Nicolas Sarkozy cometeram excessos do mesmo tipo. Eles puderam permitir-se manifestar a sua cólera porque sabiam que os seus colaboradores não os abandonariam por isso. São situações constrangedoras. De facto, nas nossas próprias vidas – comuns a qualquer mortal -, escolhemos frequentemente envenenar-nos com a energia da raiva e depois expressá-la com aqueles que pensamos que não nos podem abandonar: os nossos parceiros, os nossos filhos, pais e amigos por exemplo. Permitimo-nos usar palavras que jamais ousaríamos empregar com outras pessoas: «Já não suporto a tua preguiça. És um inútil!» No entanto, a cólera é importante. Um grupo de macacos não consegue sobreviver se, de vez em quando, um deles não é colocado no seu lugar porque roubou ou feriu um dos seus congéneres. A raiva também é altamente regularizadora.
A energia da raiva/cólera 1/3(de David Servan-Schreiber)
Um antigo conselheiro do ex-presidente americano George W. Bush lembra-se: «Um sábado de manhã, recebo uma chamada urgente do gabinete do presidente e dizem-me que ele está furioso com qualquer coisa. Eu dirijo-me lá apressadamente, em camisa e com o colarinho abotoado, e o presidente grita-me durante quinze minutos…sem me deixar passar a soleira da porta, porque eu não levava gravata.»
Qual pode ser o efeito desta raiva?
Para este conselheiro, é certamente o de se sentir bem pequeno e de não se esquecer de colocar a gravata para a próxima vez. E Para o Bush? De assegurar-se de que no futuro, ele não lhe falte ao respeito. Mas sem dúvida outro aspeto importante – manter-se na sua posição mais alta, mais forte e mais poderosa.
As emoções são energias que nos colocam em movimento.
Cada uma delas dispara reações fisiológicas que nos preparam a um certo tipo de ação. O medo prepara-nos para enfrentar ou fugir, a depressão à conservação da energia. A alegria a acolher o outro, etc. E de todas as emoções a raiva é uma das mais energizantes. Ela convida-nos à defesa do nosso território e dos nossos seres queridos e de tudo o que é valioso para nós. É uma energia que nos pode dar força e que afirma o nosso valor. Mas se permitirmos que ela inflacione o ego, tem tendência a colocar em perigo as relações. Às vezes são precisos anos para reparar as consequências de uma zanga com um amigo. E com um desconhecido, podemos acabar em violência física até ir alguém ferido para o hospital.
Os Sete Sábios Sete sábios, cada um de uma religião, discutiam qual deles conhecia, realmente, a verdade. Um rei muito sábio que observava a discussão aproximou-se e perguntou: - O que é que vocês estão a discutir? - Estamos a tentar descobrir qual de nós é dono da verdade. Ao escutar isso, o rei, pediu imediatamente a um dos seus servos que fosse buscar sete cegos e um elefante e os trouxesse até ao seu castelo. Quando os cegos e o elefante chegaram ao palácio, o rei mandou chamar os sete sábios e pediu-lhes que observassem em silêncio o que aconteceria a seguir. O rei pediu aos cegos que tocassem o elefante e o descrevessem, um de cada vez. O primeiro cego tocou a tromba do elefante e disse: - É comprido, parece uma serpente. O segundo tocou-o no dente de marfim e disse: - É duro, parece uma pedra. O terceiro segurou-lhe o rabo e disse: - É cheio de cordinhas. O quarto pegou na orelha e disse: - Parece um couro bem grosso. E assim, sucessivamente, cada cego descreveu o elefante de acordo com a parte que tocava. Quando todos terminaram de descrever o animal, o rei perguntou aos sete sábios:
- Algum desses cegos mentiu? - Não! - Responderam os sábios ao mesmo tempo – Todos falaram a verdade. Então, o rei perguntou: - Mas algum deles disse realmente o que é um elefante? - Não, nenhum cego disse o que é um elefante, porque cada um tocou apenas uma parte animal - disse um dos sábios. - Vocês, sábios, que estão a discutir quem é dono da verdade, parecem cegos. Todos estão a dizer a verdade, mas, como os sete cegos, cada um se refere apenas a uma parte dela – disse o sábio rei, - Ninguém é dono da verdade, porque ninguém a detém por inteiro. Somos donos apenas de parte da verdade.
Poema escrito por todos os participantes há alguns anos atrás, ao fim do dia sobre Comunicação Corporal, durante o curso Master Practitioner em Fátima no IPPNL e orientado pelo José Figueira.
Cada participante escreveu uma linha do poema sem conhecer a frase do anterior.
O único dado era o título: “Sou um Corpo” .
Não foi acrescentado nada ao texto nem houve modificação alguma no conteúdo.
O “sistema” (a pessoa) com o comportamento mais flexível controlará o sistema.
A quantas ideias e novos programas de educação é que os professores se tiveram de adaptar nos últimos vinte anos? E quais deles é que funcionam realmente em todas as situações? Na PNL aprendemos a reconhecer que não existe «um único molde que se adapte a todos» e que nem tudo funcionará sempre. Naturalmente, as aulas e os colégios são contextos complexos e o uso da flexibilidade mental e comportamental oferece um leque mais variado de opções.
O que a PNL pode dar aos professores e educadores é isso mesmo, a possibilidade de escolher entre uma gama de comportamentos e maneiras de pensar que favorecem o ensino e a aprendizagem dos alunos. Trata-se também, para o próprio professor, de aprender ensinando, utilizando as ferramentas da PNL quando e onde sejam necessárias. Quanto mais ferramentas tivermos à nossa disposição, mais possibilidades temos para ter sucesso.
Este critério já foi confirmado nos professores com os melhores resultados em sala de aula. O outro aspeto fundamental destes professores foi o rapport, o segundo (2) pressuposto.
As questões que deram origem à Modelagem: O que é que torna as pessoas excelentes numa determinada área? Qual é a diferença que faz a diferença?
Tudo se pode resumir a estas perguntas:
Como se realizam objectivos?
Como se comunica eficazmente?
Como criar relações profundas?
Como solucionar conflitos de forma eficaz?
Como tirar o máximo partido de si e ajudar a desenvolver o potencial do outro?
E, se calhar o mais importante, como lidar consigo próprio, com as suas escolhas, com os seus valores, com os seus bloqueios ou traumas do passado, e com aquilo que o faz feliz. Como utilizar todos os seus recursos na realização dos seus objectivos pessoais, na família, no trabalho, no mundo!
“Como?” é portanto, a palavra-chave em Programação Neurolinguística. Através desta pergunta traduz-se a PNL em técnicas específicas e em constante evolução que podem ser empregues por toda a gente independentemente do seu contexto cultural e profissional.
Técnicas da PNL
As técnicas da PNL são ferramentas utilizadas com sucesso em diversas áreas, modeladas de terapeutas e comunicadores excelentes. A metodologia da PNL é mundialmente utilizada e experimentada, com sucesso comprovado em cursos, coaching individual ou nas empresas.
"Seja lá o que for que quer fazer, ou sonha que pode, comece. A ousadia tem génio, poder e magia dentro de si. Comece agora.”Goethe