quinta-feira, 16 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (10) “Pede. Aquilo que precisares te será dado.”

O aprendiz e o feiticeiro (10)

…Observa-te a ti próprio. Observa as pessoas à tua volta, quando elas falam entre si. Elas tentam captar, nos pequenos olhares, um pouco mais de vigor, um pouco mais de existência. Elas comem-se aos bocadinhos. Através da sedução, através de manhas ou pela violência, elas roubam, a cada momento, as forças umas às outras. Porque é que fazem isso? 
- Porque ignoram o “Outro”, o “Vivente”, que poderia dar-lhes tudo o que precisam se o deixassem entrar. Mas não podem deixá-lo entrar, não têm esta entrada, que eu sinto em mim, no topo da cabeça. 
- O teu apelo na casa assombrada abriu a passagem entre o Vivente do exterior e o Vivente do interior. Tu podes, então, sair do círculo de ladrões. A partir de agora, não deves procurar o teu bem nos teus semelhantes. Pede. Aquilo que precisares te será dado. Se continuares assim, tornar-te-ás, provavelmente, num homem verdadeiro. 
(continua…)

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António Vieira
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quarta-feira, 15 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

O ressentimento é um auto-envenenamento...

"O ressentimento é um auto-envenenamento psicológico, emocional e fisiológico que afeta a nossa saúde, as relações presentes, e que cria obstáculos aos relacionamentos e projetos futuros."
António Vieira

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (9) - Quando tu saíste da tua consciência “quadrada”, à um bocadinho, o teu corpo reencontrou o mundo, e o mundo reencontrou o teu corpo.


O aprendiz e o feiticeiro (9)

…-Tive a impressão de ver o mundo com o meu corpo. Não com os meus olhos, mas com o meu corpo.
- Estavas desperto.
- E já não estou mais?
-Não, a luz apagou-se.
- O que é que aconteceu?
- Quando tu saíste da tua consciência “quadrada”, à um bocadinho, o teu corpo reencontrou o mundo, e o mundo reencontrou o teu corpo. Tu entraste nesta bela história de amor que tu me tinhas contado há uns tempos atrás, lembras-te? O mundo disse ao teu corpo: «Quem está lá?» e o teu corpo não lhe respondeu: «Sou eu.» Ele respondeu-lhe: «És tu próprio.» O teu corpo reconheceu os sussurros da Terra, porque os sussurros da Terra são também os teus. O teu corpo reconheceu a dança dos átomos da Terra, porque os átomos dançam nele da mesma forma. O teu corpo voltou a reunir a sua família.
- É isso, o “sentir”?
- Sim, Ele só pode despertar-se se a consciência quadrada repousar.
- E porque é que a consciência quadrada é inimiga do sentir?
- Ela não é sua inimiga. Ela é simplesmente um outro espaço de nós próprios. Ela tem outro uso. É muito útil para fabricar comboios, estradas, aviões, medicamentos, móveis e sistemas incríveis. Mas ela está feita de tal maneira que não quer experienciar, ela quer compreender. Ela não quer jogar, ela quer trabalhar. Ela não quer o inexprimível, ela quer provas. Ela não quer ser livre, ela quer segurança. Ela deve ser respeitada e ela tem direitos e poderes. Mas permanece atento a não lhe permitir todos os direitos, nem todos os poderes. Mantém-te vigilante de maneira que uma porta permaneça sempre aberta num cantinho da tua consciência quadrada. É preciso que possas sair ao jardim. É lá que poderás encontrar aquilo e aqueles que são verdadeiramente significativos para ti.
(continua…)

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domingo, 12 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (8) DAR É RECEBER! Agradeço-te por me permitires dar-Te!

Agradeço-te por me permitires dar-Te! 


Guarda a tua gratidão e permite eu te dê a minha, meu amigo. 
Ele olhou-me com um ar de agradecido tão graciosamente simples que me coloquei à beira das lágrimas. Eu já não o reconhecia. Eu sabia que ele era rigoroso e capaz de uma extrema atenção às coisas. E de repente, descubro-o tão vulnerável como um santo vagabundo, desprovido de tudo menos de um amor iluminante. Então, balbuciei: 
- Porque é que me agradece, você que me dá tanto? 
Ele continuou o seu passeio em direção ao sol avermelhado que se punha no oeste, e disse-me: 
- Quando um mendigo te estende a mão para te pedir uma esmola, tu dás-lhe a esmola e ele agradece-te. Tu pensas que isso está bem, que é a ordem natural das coisas. Mas na verdade, quando um mendigo te estende a mão, é para ajudar-te a sair de qualquer lugar. Portanto, és tu que lhe deves agradecer. 
- A sair de onde? 
- Do teu buraco da indiferença, da tua sonolência, da tua miséria íntima. Os mendigos, são dadores invisíveis, lembra-te disso. Tu ajudas-me muito. Sem ti, eu teria dificuldade em permanecer desperto. Felizmente, estendes-me a mão sem cessar. Eu sou idiota, não sou? 
- Idiota, você? Meu Deus, como é que pode dizer semelhante coisa? 
Eu tremia por todo lado. O meu coração dançava, apetecia-me abraçar este idoso pai com todas as minhas forças, jurar-lhe fidelidade eterna e caminhar ao seu lado até ao fim da minha vida. Ele parou. Piscou-me o olho, sorridente, vivaz e brincalhão, como se acabasse de fazer um truque de ilusionismo, e disse-me: 
Nunca temas passar por idiota. Não é a cegueira dos outros que importa, o que importa é o olhar da águia. 
(continua…)

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sábado, 11 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (7) Convicções, para quê vos quero? As emoções, as discussões, as raivas, e até as convicções, por muito pouco que nos permitamos defendê-las, são tremendamente devoradoras de energia.

O aprendiz e o feiticeiro (7)

Convicções, para quê vos quero? 
As emoções, as discussões, as raivas, e até as convicções, por muito pouco que nos permitamos defendê-las, são tremendamente devoradoras de energia. 

…Parecia-me que ele diminuía as coisas que eu considerava importantes. Eu chamei-lhe à atenção. E ele estalou os dedos debaixo do meu nariz. 
- Mas é exatamente isso, um jogo de crianças, um jogo e nada mais do que isso, um jogo que te permite fugir dos conflitos inúteis. E porque é que deves fugir dos conflitos inúteis? Não porque és um homem de paz, mas porque tu queres ter paz. Se tu fosses um homem de paz, procurarias convencer os outros a viver em paz, o que levaria diretamente a novas guerras. Não, tu queres ter paz porque precisas de energia e força. E necessitas dessas forças porque é preciso muita para viajar através dos mistérios da vida. As emoções, as discussões, as raivas, e até as convicções, por muito pouco que nos permitamos defendê-las, são tremendamente devoradoras de energia. Elas sugam-nos o sangue, e esgotam-nos, um completo desperdício. É indispensável que as vejas pelo que elas são: vampiros. 
Pareceu-me, portanto, que ele fazia pouco caso das paixões humanas. E eu refilei. 
Mas, a confrontação é às vezes necessária. Há sempre algumas coisas que não podemos deixar de dizer, senão as pessoas tomam-nos por um idiota. 
Ele ficou bruscamente absorvido pela contemplação do céu, e com um ar distraído que eu não pude saber se ele me respondia ou se descobria qualquer outra coisa no ar, e disse: 
- Claro, com certeza… 
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (6) Tu podes pedir ao teu corpo que te conte também a sua própria versão da tua vida.» …E eu fi-lo. Pedi à águia que interrogasse o meu corpo. E sabem o que é que o meu corpo respondeu?


O aprendiz e o feiticeiro (6)

…E eu fi-lo. Pedi à águia que interrogasse o meu corpo. E sabem o que é que o meu corpo respondeu? Ele disse: «Que disparate imaginar a alma separada de mim! A alma é o templo da memória. Como entrar na alma, senão pelo sentir? E como entrar no sentir, senão pelos portais do corpo?» Eis aqui o que o meu corpo disse à águia. E nesse dia, aprendi onde estava o verdadeiro segredo: Na atenção da águia. Apenas ela permite percecionar as coisas na sua nudez simples, de nutrir-se de tudo, de entrar em empatia com tudo o que surge, com tudo o que é e existe, as plantas, os peixes, as montanhas e a terra. Eles também têm as suas alegrias e as suas dores, a sua história, a sua ideia de Deus e a sua versão do mundo. Quem é que pode ser suficientemente louco para pensar que a Terra é uma bola inerte? Ela está viva, ela tem as suas esperanças e os seus brotes de febre, ela fala, é suficiente querer escutá-la para ouvi-la. Peçam à águia para voar bastante alto para poderem abraçar a Terra, e peçam à Terra que vos conte a sua história depois que os homens começaram a movimentar-se nela. Talvez a escutem a preocupar-se por nós, a atemorizar-se pelas nossas guerras e a chorar por não saber que mal é que ela nos fez para que nós a amemos tão pouco. 

(continua…)


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quinta-feira, 9 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (5) A tua cabeça sabe muito, mas não sabe tudo!

O aprendiz e o feiticeiro (5)

A tua cabeça sabe muito, mas não sabe tudo!


«Imagina, lá no alto, por cima da tua cabeça, uma águia com os olhos bem abertos, olhar atento, preciso e frio. Mantem-te ligada a ela por um fio luminoso. A águia vê-te. Ela vê também tudo o que está à tua volta. Ela vê quem tu és, um ser entre outros, um ser no seu caminho, carregando o fardo da sua história, os seus medos, as suas crenças, o seu coração, os seus sóis, as suas brumas, um ser e a sua versão do mundo nem mais nem menos distorcida, nem mais nem menos exata que a dos outros seres que se movem à tua volta. Cada um tem a sua maneira de ver, de sentir e de interpretar as coisas. Lembra-te da história do monge, do ladrão, do pintor e do avarento. Eles encontraram refúgio, uma tarde, numa gruta. O monge murmurou: “A paz deste lugar aproxima-me de Deus!” O ladrão disse: “Que covil ideal para os malfeitores da minha espécie!” Estas sombras, estes contrastes de luz e as tonalidades são a expressão da arte mais perfeita que existe,” pensou o pintor. E o avarento: “Eis aqui o lugar ideal que procurava para esconder o meu tesouro.” Nenhum deles tinha uma águia vigilante por cima da sua cabeça. Se qualquer um deles tivesse tido essa vigilância atenta, ele poderia ter-se visto entre os seus companheiros, ele teria podido ter saído de si-próprio, ele teria podido encontrar verdadeiramente a gruta, o seu saber, a sua história e os seus sonhos profundos. O olho da águia vê tudo o que tu não podes ver, em baixo rente ao chão. Ela descola-te de ti mesmo. Ela vê o que tu pensas e vê ainda mais além do que pensas. Ela vê, por exemplo, que a tua história neste mundo não é apenas aquela que te conta a tua cabeça. A tua cabeça sabe muito, mas não sabe tudo! O teu corpo sabe tanto como ela. Tu podes pedir ao teu corpo que te conte também a sua própria versão da tua vida.» 
(continua…)

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

O aprendiz e o feiticeiro (4) REINVENTAR-SE…SEMPRE!

O aprendiz e o feiticeiro (4)

REINVENTAR-SE…SEMPRE!



…Entrar na idade adulta é um nascimento. É uma passagem nada fácil. Muitos recusam-na porque não querem confrontar o sofrimento de estar só, nem a liberdade de reinventar a sua própria vida. Até ao momento da tua morte e mesmo provavelmente para lá dela, deverás crescer, crescer cada vez mais e tornar-te sempre mais adulto. Lembra-te de nunca te enraizares demasiado numa comunidade, numa fé coletiva ou qualquer outra zona de conforto. Se um dia te sentires demasiado protegido, desconfia, o risco será grande se caíres de novo na infância. Observa a águia, e aprende a ser livre. Ela permite-se ser transportada pela força do vento.
(continua)
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Na aprendizagem da lei da mudança...

A tarefa com a qual nos devemos ocupar, não é para alcançar a nossa segurança, mas para tolerar a insegurança 
                                                                                                                               Erich Fromm


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Mini workshop de PNL para JOVENS ESTUDANTES JÁ AMANHÃ QUARTA 8 MAIO - 15h às 18h30 - "Entrada Livre" - ESPAÇO JOVEM (MERCADO SANTANA) LEIRIA

É só aparecerem :) Todos precisamos - do mais novo ao mais velho! À semelhança do que acontece na Holanda, onde a adesão dos mais jovens se faz notar, esperamos que os nossos também despertem para esta eficaz e revolucionária metodologia - a PNL :)


Feedback de Jéssica Marques, estudante -15 anos sobre o curso de 2 dias para jovens estudantes:
Esta formação de PNL superou as minhas expetativas. Entrei no curso só por curiosidade, agora “saio” com um novo objetivo de vida, uma nova meta, mais segura daquilo que sou e do que consigo fazer e alcançar…


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O aprendiz e o feiticeiro (3): As histórias/lendas do mundo

O aprendiz e o feiticeiro (3)

As histórias/lendas do mundo

Primeiro existem os contos, as velhas histórias que vêm dos tempos dos primeiros homens que habitaram a Terra. Esses primeiros homens apenas viviam no “sentir”, eles ainda não conheciam a “consciência quadrada”. As suas histórias falam-nos então sobre as verdades do sentir. E há também aquelas que entretêm as pessoas, durante uma noite, diante do fogo, e que desaparecem ao nascer do sol. Tanto umas como outras são seres vivos, tão vivos como cada um de nós. 

E a que é que se parecem as histórias? 

- Elas são como formas luminosas de cores diferentes segundo sejam velhas ou novas, passageiras ou duradouras. Algumas vezes são transportadas por aves, outras pelas folhas secas, com o vento. Por vezes elas viajam simplesmente através do ruído do vento. Elas voam sobre as aldeias. Todas procuram a nossa companhia. Quando elas descobrem um homem ou mulher que lhes agrada, empoleiram-se sobre o seu ombro e tratam de seduzi-lo. O homem/mulher, ignora-a ou conta-a. Se ele(a) a ignora, ela fica inquieta. Ela parte, de forma errante, sem saber onde ir, e fica em perigo de se perder. Se ele(a) decide contá-la, ele(a) acredita que a inventou ou que se se recordou. Na verdade é a própria história que se conta a ela própria através da sua boca. Quando ela termina, deixa a sua impressão nele(a), como todos os seres com quem se cruzou no caminho o fizeram antes dela, e desaparece em direção a outras aldeias. As histórias precisam de nós para viver. Sem a força e o significado que nós lhes damos, elas ficariam desfeitas no ar como fumaça.


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