sábado, 15 de setembro de 2018

'E os que foram vistos a dançar, foram julgados insanos, pelos que não conseguiam ouvir a música.'' F. Nietzsche


Os pais: papel ou função? (5/5)

Os pais: papel ou função? 

(5/5) Tenha igualmente consciência dos seus próprios pressupostos ou expectativas inconscientes, que estão na base das suas antigas e habituais reações aos seus pais. «Os meus pais deviam aprovar o meu comportamento. Deviam compreender-me e aceitar-me como sou.» Deviam? Porquê? O facto é que não o fazem porque não são capazes. A sua consciência em desenvolvimento ainda não deu o salto quântico para o nível da consciência activa. Ain­da não conseguem deixar de se identificar com o seu papel. «Sim, mas eu não posso sentir-me feliz e satisfeito comigo mesmo se não tiver a aprovação e compreensão dos meus pais.» Não pode? Que diferença faz verdadeiramente a sua aprovação ou reprova­ção para quem você é? Todos estes pressupostos inconscientes dão origem a muitas emoções negativas, a muita infelicidade desnecessária. 

Mantenha-se alerta. Refletem alguns dos pensamentos que lhe passam pela cabeça a voz interiorizada dos seus pais, afirmando, talvez, algo como: «Não és suficientemente bom. Nunca hás-de ir a lado nenhum», ou outro tipo de crítica ou posição mental? Se a sua consciência estiver ativa, você será capaz de reconhecer essa voz dentro da sua cabeça por aquilo que ela é: um pensamento antigo, condicionado pelo passado. Se a sua consciência estiver ativa, você deixa de precisar de acreditar em todos os pensamen­tos que tem. É um pensamento antigo, nada mais do que isso. A consciência ativa significa Presença, e apenas a Presença pode dissolver o passado inconsciente dentro de si.

Ram Dass disse uma vez: «Se pensas que és muito iluminado, experimenta passar uma semana com os teus pais.» Sim, é um bom conselho. A relação com os nossos pais não é apenas a relação primordial que dá o mote a todas as relações subsequentes, consti­tui igualmente um bom teste ao nosso nível de Presença. Quanto mais longo é o passado partilhado numa relação, mais presentes precisamos de estar; de outro modo, seremos forçados a reviver o passado vezes sem conta.


ECKART TOOLE in “um novo mundo” DESPERTAR PARA A ESSÊNCIA DA VIDA

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Os pais: papel ou função? (4/5)

Os pais: papel ou função? 

(4/5) Quando ficamos conscientes destas motivações inconscientes, de imediato nos apercebemos de que são totalmente absurdas. O ego que se esconde por detrás delas passa a ser visível, assim como a sua disfunção. Alguns dos pais com quem falei aperceberam-se subitamente disto, dizendo: «Meu Deus, é isto que eu tenho anda­do a fazer?» Assim que nos apercebemos do que estamos ou do que temos andado a fazer, vemos igualmente a sua futilidade, e este padrão inconsciente acaba por desaparecer sozinho. A consciência é o maior agente da mudança.
Se os seus pais tomarem este tipo de atitude para consigo, não lhes diga que eles são inconscientes e que se encontram domina­dos pelo ego. Isso torná-los-á provavelmente ainda mais inconscien­tes, pois o ego tenderá a assumir uma posição defensiva. Basta, para tal, você reconhecer que é o ego deles que os faz agir desta maneira, não quem eles realmente são. Os padrões egóicos, mes­mo os que já vêm de há muito tempo, por vezes dissolvem-se qua­se como por milagre quando não nos opomos a eles no nosso ínti­mo. A nossa oposição só lhes acrescenta uma força renovada. Porém, mesmo que não se dissolvam, você pode então aceitar o comportamento dos seus pais com compaixão, sem ter necessidade de rea­gir a ele, ou seja, sem o personalizar.

ECKART TOOLE in “um novo mundo” DESPERTAR PARA A ESSÊNCIA DA VIDA

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Os pais: papel ou função? 3/5

(3/5) Uma mãe ou um pai que se identifica com o seu papel também pode tentar sentir mais plenitude através dos seus filhos. A neces­sidade de o ego manipular os outros para preencher essa sensação contínua de vazio é então direcionada para os filhos. Se a maior parte dos pressupostos e das motivações inconscientes que subjazem à compulsão parental de manipular os filhos fosse consciencializada e verbalizada, provavelmente fariam parte dela algumas ou todas as seguintes expressões: «Quero que chegues onde eu nunca cheguei; quero que sejas alguém no mundo, para eu também poder ser alguém através de ti. Não me desiludas. Sacrifiquei-me tanto por ti. A minha reprovação do teu comportamento tem como in­tuito fazer-te sentir culpado e constrangido, para finalmente cede­res aos meus desejos. Claro que nem é preciso dizer-te que eu sei o que é melhor para ti. Eu amo-te e continuarei a amar-te se fizeres o que eu sei que é melhor para ti.» (CONTINUA...)

ECKART TOOLE in “um novo mundo” DESPERTAR PARA A ESSÊNCIA DA VIDA

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Bons pais? Bons filhos? 2/5 O que nos move, um papel ou a nossa função?

Os pais: papel ou função? 2/5

2/5  Além disso, a identidade que desempenha os papéis permanece ativa muito depois de deixar de haver necessidade dessas funções específicas. Os pais não conseguem deixar de ser pais mesmo quan­do as crianças já são adultas. Não são capazes de abandonar a neces­sidade de se sentirem imprescindíveis para os seus filhos. Mesmo quando o seu filho adulto tem quarenta anos de idade, não conse­guem pôr de lado a ideia de que «Eu sei o que é melhor para ti». O papel de pai ou de mãe continua a ser desempenhado compulsivamente, e por essa razão não existe uma relação autêntica. Os pais definem-se através do seu papel e, inconscientemente, têm medo de perder a sua identidade ao abandonarem este papel. Se o seu desejo de controlar ou influenciar as ações dos filhos adultos for contrariado - como geralmente é -, os pais começam a criticá-los, a demonstrar a sua reprovação ou a tentar que os filhos se sintam culpados, tudo numa tentativa inconsciente de preservar o seu papel, a sua identidade. À superfície, parece que estão preocu­pados com os filhos, e eles próprios acreditam nisso, mas aquilo que os preocupa na realidade é a preservação da sua identidade relacionada com o papel. Todas as motivações egóicas são de narcisismo e interesse próprio, por vezes engenhosamente disfarçadas, inclusive para o detentor do ego. (CONTINUA...)

ECKART TOOLE in “um novo mundo” DESPERTAR PARA A ESSÊNCIA DA VIDA

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Bons pais? Bons filhos? O que nos move, um papel ou a nossa função?

Os pais: papel ou função? 1/5

(1/5) Muitos adultos representam papéis quando falam com as crian­ças. Empregam palavras e sons disparatados. Usam uma lingua­gem condescendente para com elas. Não as tratam de igual para igual. O facto de sabermos temporariamente mais ou de sermos maiores não significa que as crianças não devem ser tratadas como pessoas iguais a nós. A maioria dos adultos, em determinado mo­mento da sua vida, vê-se na situação de ser pai ou mãe, um dos papéis mais universais. A questão fundamental é esta: seremos capazes de ocupar a função de pai ou mãe e cumpri-la bem, sem nos identificarmos com essa função, isto é, sem ela se converter num papel? Uma parte das funções essenciais dos pais é satisfazer as necessidades das crianças, evitar que elas se envolvam em situações geradoras de perigo e, por vezes, dizer-lhes o que devem ou não fazer. Contudo, quando ser pai se torna uma identidade, quando a nossa noção de identidade deriva total ou grandemente daí, a fun­ção facilmente se torna excessiva, exagerada e começa a dominar-nos. Dar às crianças o que elas precisam passa a ser desmesurado e pode estragá-las com mimos; evitar que as crianças estejam em perigo transforma-se numa atitude demasiado protetora e inter­fere com a necessidade de elas explorarem o mundo e experimen­tarem as coisas sozinhas. Dizer-lhes o que devem fazer ou não de­vem fazer torna-se um comportamento controlador e autoritário. (CONTINUA...)

ECKART TOOLE in “um novo mundo” DESPERTAR PARA A ESSÊNCIA DA VIDA

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Practitioner PNL com certificação Internacional



PNL- Programação Neurolinguística 
Curso Básico (16 horas) em FÁTIMA 13|14 janeiro 9h às 19h
Practitioner (avançado 148 horas) 27|28 Janneiro 1º módulo 
+INFO|PROG|CONTEÚDOS:
Practitioner: http://bit.ly/2BDnvXB
inscrições online: http://bit.ly/1arYrnN
917 887 086 | ippnl.pt@gmail.com

PNL - Curso Básico 16 horas



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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

PNL - TRANSFORMAÇÃO E LIDERANÇA EM GAIA

A mudança acontece quando a dor de se agarrar ao conhecido
é superior ao medo do desconhecido. Pnl António Vieira
PNL - Básico 1 fim de semana (16 horas)
AVEIRO 28 | 29 OUTUBRO
V. N. GAIA 18 | 19 NOVEMBRO
+ info: http://ippnl2.blogspot.pt/p/curso-basico-pnl-16-horas.html
Contactos: 933 450 282 | 917 887 086
renascernoreiki@gmail.com | ippnl.pt@gmail.com

quinta-feira, 14 de setembro de 2017